i don’t say that i never gotta know

“Vivemos o nosso quotidiano sem entendermos quase nada do mundo. Reflectimos pouco sobre o mecanismo que gera a luz solar e que torna a vida possível, sobre a gravidade que nos cola a uma Terra que, de outro modo, nos projectaria girando para o espaço, ou sobre os átomos de que somos feitos e de cuja estabilidade dependemos fundamentalmente. Exceptuando as crianças (que não sabem o suficiente para não fazerem as perguntas importantes), poucos de nós dedicamos algum tempo a indagar por que é que a natureza é assim; de onde veio o cosmos ou se sempre aqui esteve; se um dia o tempo fluirá ao contrário e se os efeitos irão preceder as causas; ou se haverá limites definidos para o conhecimento humano. Há crianças, e conheci algumas, que querem saber qual é o aspecto dos “buracos negros”; qual é o mais pequeno pedaço de matéria; por que é que nos lembramos` do passado e não do futuro; como é que, se inicialmente havia o caos, hoje existe aparentemente a ordem; e por que *há* um Universo.” (Stephen Hawking, Breve História do Tempo, Introdução)

ando de cara com esse livro. eu me faço essas perguntas indefinidamente. ninguém nunca me respondeu. a escola foi uma droga. minha mãe nunca teve acesso a nenhum tipo de conhecimento a não ser o porque deus quis e eu estou me punindo de morte por começar a ler esse livro só agora. com certeza assunto para os próximos posts.

oh, sim.

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