maybe in another galaxy

houve um tempo em que queria ser comum. apenas. sem esses distúrbios consumidores de alma que é a depressão, o t.b.h, o t.o.c e tudo mais…

mas o que é ser comum? hoje me pergunto isso com freqüência. como dizer a uma pessoa que a minha risada é pura conveniência? que a minha alegria é plenamente ensaiada, que os dias passam através de mim e sequer me deixam marcas?

só uma pessoa é capaz de tirar-me desse estado: minha filha. que é a coisa mais linda e mais cheia de graça, mas não faz o tipo de bebê grudento, então na maior parte do tempo sou só eu mesmo.

e eu sou isso daqui. sempre fui. fico triste ao perceber que a pessoa pela qual as pessoas se apaixonaram só existe na imaginação delas.

talvez eu seja menos do que aparento até.

ou mais.

mas a cada dia constato que sou diferente daquilo que esperam de mim.

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