melts in the air

“…no mundo moderno, aqueles que são mais felizes na tranquilidade doméstica, como ele era, talvez sejam os mais vulneráveis aos demônios que assediam esse mundo; a rotina diária dos parques e bicicletas, das compras, do comer e limpar-se, dos abraços e beijos costumeiros, talvez não seja apenas infinitamente bela e festiva, mas também infinitamente frágil e precária, manter essa vida exige talvez esforços desesperados e heróicos, e ás vezes perdemos.” (Marshall Bergman, Tudo que é sólido desmancha no ar)

e o que é a vida? tenho lido muito, coisas esparsas, pedaços de conversas que tive e que quando em quando a mente rememora. o que custa viver? o ato em si, preencher o vazio que existe entre acordar e dormir, morrer e renascer a cada dia.

para mim custa muito assumir como minha a vida que o mundo exige de mim. essa doméstica, cuidar da minha casa, minhas coisas, brincar e ensinar à minha filha as coisas todas eu levo fácil, mas e da porta para fora? como é que se realiza isso?

ah, tantas são as vidas todas que eu me perco entre elas e me desmancho em lágrimas, suor, sangue, mas também em risadas, alegria e aprendizagem…

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