Fal meu abraço e meu colo para você. tudo mais que eu disser, serão palavras vazias. divido contigo esse silêncio.
beijos e carinho. sempre.
Fal meu abraço e meu colo para você. tudo mais que eu disser, serão palavras vazias. divido contigo esse silêncio.
beijos e carinho. sempre.
então né. só a minha mãe consegue o que quer de mim. mesmo. dai que ela ligou quase que chorando pedindo que eu deixasse a Ana-bebê passar uns dias com ela em são paulo. dai que eu deixei, né. porque minha mãe vive lá quase que sozinha e tem umas crises deprê. acontece que eu já chorei liiiitros nessa casa vazia sem a minha pequena. litros mesmo. tomei até mais água que o normal.
e a bebê só volta no domingo.
meu mundo agora é um deserto.
prazer. Verônica, antes de tudo, mãe.
*
essas coisas todas passeiam pela minha cabeça. “tanta inveja sobre mim” – disseram nesse sábado. mas inveja de quê? não sei se fico triste ou feliz por isso, eu que nunca pensei em atrair inveja negra, branca ou colorida de ninguém, fiquei de boca aberta mesmo. será o 9,7 de nota que levei de avaliação da minha clientela? sinceramente, não sei mesmo o que pensar…
continuo na vidinha de sempre, mas nossa minha cabeça ainda gira ao som de Chet Baker e ele me traz lembranças maravilhosas. quem dera fossem revividas, mas this is impossible, anyway.
tanta coisa para dizer ao pé do ouvido, mas cadê coragem? no fundo, sou mesmo uma puta duma covarde para essa coisa em si e para tantas outras.
e eu queria tanto falar com a mary w. sobre o spoiler de HP, que nossa, fiquei com uma raiva monstro da rowling… no meu planeta, ela recebeu o status de vaca insana e insensível.
como veêm, vidinha normal mesmo.
*mas é a terceira vez que assisto Last Tango in Paris em menos de dois dias. sintomático isso.
outro título não seria possível, não depois de um hiato tão grande. e nossa estou atordoada. com pensamentos a mil. vejo-me perto do que eu era há três anos atrás e ao mesmo tempo sussurro a mim que não é plausível isso, porque – nossa! – as coisas estão assim bem diferentes.
dai que eu fui com meus alunos no tal parque e nunca tinha ido e eles não acreditaram porque cada um deles tinha ido no mínimo umas três vezes e eu lá de novata e eu me senti tão miserávelmente bem que pensei uma montanha de besteira, sinal de que eu não estou bem. mas eu nem estou falando da besteira-mor que é suicídio que nessa não penso desde que Ana nasceu, mas pensava naquelas besteiras piores (pelo menos para mim) e tem uma outra coisa acontecendo que está me deixando com a nuca arrepiada, mas essa eu nem conto para mim mesma.
e eu fiquei com saudade dos meus tempos de colégio, daquele namorinho descompromissado quando vi dois dos meus alunos favoritos (porque eu tenho sim alunos favoritos) se pegando no ônibus, mas não naquela coisa “uau”, mas sim uma coisa namorandinho, achei tão lindo. chorei.
e de resto, all the same, btw: gorda imensa, com um mooonte de contas para pagar, nadando em momentos de medíocridade.
mas com um coração ainda capaz de sentir beleza e emoção mesmo que por instantes.
veja só a vida. você acorda antes das 5 da madrugada, sai para trabalhar antes das 6, encontra o seu colega de trabalho que comemora 1 ano de namoro agora em maio, ele lhe pede uma dica de como comemorar a parada, visto que já fez váááááááárias coisas entre quatro paredes, escadas, saídas de emergência, sendo que o mais normalzinho foi o já batido motel regado a prosecco e morangos com chocolate (nessa hora você pensa lá com seus botões “nussa, nunca que tomei prosecco na vida”) e o seu amigo ainda diz que é prática do casal a noite do vermelho – que com certeza deve ser de um tom rosa-pálido perto da minha cara nesse momento – e no fim de tudo, o cidadão me diz que está sem idéias e precisa da minha ajuda.
tudo isso, antes das 7 da manhã.
penso e falo:
- larga as aulas de mortemática, fulano, vai dar aulas de seduction in your life, você ganhará bem mais, olha e o meu marido será seu primeiro aluno.
eu meleço. eu meleço.
(será que ele daria um prosecco de brinde?)