hundred times

Agosto 20, 2007

dai que né. não dá para ser assim a vida inteira. senão eu me acabo sem viver nada e eu tenho todos os ingredientes para uma possível vida feliz, seja lá o que isso signifique. mas acho que uma hora chega. sempre chega. e acho que a minha chegou. o jeito é agarrar e seguir, de um jeito ou de outro, mas que seja do melhor possível.

vai que de tanto eu não enxergar, essas coisas boas desaparecerão.

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está
no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta
que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a
felicidade”.

(Carlos Drummond de Andrade)

agora é hora de eu me arriscar, de dar a cara a tapa, de assumir que errei e de que quero me levantar. minha vida não acabou. meu tempo de evitá-la, sim.


so less than this (50%)

Agosto 8, 2007

então né. só a minha mãe consegue o que quer de mim. mesmo. dai que ela ligou quase que chorando pedindo que eu deixasse a Ana-bebê passar uns dias com ela em são paulo. dai que eu deixei, né. porque minha mãe vive lá quase que sozinha e tem umas crises deprê. acontece que eu já chorei liiiitros nessa casa vazia sem a minha pequena. litros mesmo. tomei até mais água que o normal.

e a bebê só volta no domingo.

meu mundo agora é um deserto.

prazer. Verônica, antes de tudo, mãe.


“like no other” i say.

Julho 2, 2007

*

 

essas coisas todas passeiam pela minha cabeça. “tanta inveja sobre mim” – disseram nesse sábado. mas inveja de quê? não sei se fico triste ou feliz por isso, eu que nunca pensei em atrair inveja negra, branca ou colorida de ninguém, fiquei de boca aberta mesmo. será o 9,7 de nota que levei de avaliação da minha clientela? sinceramente, não sei mesmo o que pensar…

 

continuo na vidinha de sempre, mas nossa minha cabeça ainda gira ao som de Chet Baker e ele me traz lembranças maravilhosas. quem dera fossem revividas, mas this is impossible, anyway.

 

tanta coisa para dizer ao pé do ouvido, mas cadê coragem? no fundo, sou mesmo uma puta duma covarde para essa coisa em si e para tantas outras.

 

e eu queria tanto falar com a mary w. sobre o spoiler de HP, que nossa, fiquei com uma raiva monstro da rowling… no meu planeta, ela recebeu o status de vaca insana e insensível.

 

como veêm, vidinha normal mesmo.

 

 *mas é a terceira vez que assisto Last Tango in Paris em menos de dois dias. sintomático isso.

 


Vida embaçada

Junho 23, 2007

a paisagem, o céu, o sol ofusca tudo que eu acredito ser realidade agora. amortecida e anestesiada. no automático de novo. na janela; e mesmo que eu tente abrí-la, não a forças e pergunto-me se quero realmente. não acredito.

alterno períodos de euforia com esse no qual me encontro agora. nada me importa porque apenas deixo de sentir a realidade. eu nem sequer sei das horas ou dos dias, esse escorrem simplesmente.

o que é sentir? não há prazer. não há memória. não há vontade.

“I went into the woods because I wanted to live deliberately.

I wanted to live deep and suck out all the marrow of life…

to put to rout all that was not life;

and not, when I came to die, discover that I had not lived.
(H.D. Thoreau)


palavras não são só palavras

Maio 23, 2007

as pessoas dizem coisas sem perceber o quanto isso afeta as pessoas.

boba sou eu de deixar me afetar.

Angie, Angie, when will those clouds all disappear
Angie, Angie, where will it lead us from here
With no loving in our souls and no money in our coats
You can’t say we’re satisfied
But Angie, Angie, you can’t say we never tried.


“We’re going through changes”

Abril 1, 2007

sabe quando você sente aquela inquietação por dentro? aquela necessidade louca de mudanças? eu estou nesse estágio. uma inquietação permanente no espírito e isso não pode ser legal. admiro aquelas pessoas que conseguem passar pelas coisas sem se desestabilizarem, ainda não cheguei nesse nível de evolução. queria mudar de casa, de profissão, mudar o corpo, os cabelos, a vida…

Deus me dê força para mudar aquilo que posso.

é um ponto de partida.


Dai que não é bem assim…

Fevereiro 2, 2007

quando minha filha nasceu, eu pensei que ficaria mais fácil levar essa coisa pesada que é o viver os dias. lutei contra a depressão pós-parto. logo que cheguei do hospital com a bebê, meu marido e minha cunhada, me deu um vazio tão enorme e tão sem sentido que eu pensei que me acabaria ali. passava aquela propaganda: “quando nasce um bebê, nasce também uma mãe” e eu ficava me perguntando em que diabos de planeta eu estava pois eu chorava de uma raiva tão incontida por não ter mais a minha barriga e o meu bebê estava ali tão exposto, tão ao alcance de todos que eu enlouquecia momentaneamente e queria morrer e morrer, ou voltar no tempo.

depois fomos para casa da minha sogra e nossa já faziam dois meses que a Ana tinha nascido e minha relação com ela tinha se estreitado bastante, mas tudo que eu menos queria ver era gente, pessoas que nada tinham a ver no meu mundo (minha sogra mora a quase 500 km daqui e puxa, ela não faz muito sentido para mim) e aquelas pessoas estranhissímas pegavam minha bebê e eu ainda estava no trauma “cadê a barriga?”

até hoje os meus momentos de paz são compartilhados com minha bebê que está prestes a completar 1 aninho e entremeando esses momentos ainda há a angústia, a pressão no peito, a sensação de fracasso em relação a inúmeras atitudes que eu tomei ou mesmo deixei de tomar, à falta de determinação em fazer dieta, ao ano complicadissímo que se inicia em que o meu tempo será praticamente algo minguado, enfim…só não me culpo quanto ao comportamento que eu tenho em relação à minha menina, sei que a tenho criado muito bem dentro dos meus limites de compreensão do mundo, não deixo que a depressão me proste como era antes, mas reconheço que ela existe e nesse momento está sentada em um canto da minha sala.

e eu olho disfarçadamente para ela porque senão a danada pensa que eu estou flertando.


A que papel nos prestamos?

Janeiro 20, 2007

“Ela vestirá casacos de pele
se eu deixar você
Ela vai ganhar a casa nova
se eu deixar você
Ela levará tudo o que é meu
se eu deixar você” (Beyoncé, Ring The Alarm)

 ”A definição de Fergieliciosa faz os garotos
ficarem loucos
Eles querem meus tesouros então eles pegam o prazer
deles na minha foto
Você pode me ver (Você pode me apertar) Eu não sou
fácil (Eu não sou barata)” (Fergalicious, Fergie)

“Talvez ir para minha casa e chutar como Taebo
E possivelmente deitar com você
Olhe para trás e me veja
Vamos transar, no chão
Vamos transar, dê-me um pouco mais
Vamos transar, até você ficar dolorida
Vamos transar, ooh
Vamos transar, no chão
Vamos transar, dê-me um pouco mais
Vamos transar, até você ficar dolorida” (Smack That, Akon) 

“Rosas são vermelhas
Alguns diamantes são azuis
Cavalheirismo está morto
Mais ainda assim você é bonitinho.

Espere! Eu não quero lhe fazer mal
Eu posso te ver vestida com a minha camisa

N:Eu posso te ver sem roupa
Me tocando antes de você chegar lá.” (Promiscuous, Nelly Furtado)
´

São esses “versos” que andam descrevendo as mulheres na música atualmente. Ai, eu me pergunto: que papel é esse? E que definição de mulher é essa? A maioria das mulheres que eu conheço, ainda idealizam o seu príncipe encantado e ficam a cantarolar essas letras. Contrasenso.

Aqui tem uns trechos escritos por Gloria Steinem e subidos para a net pela mulher inteligente (apontada por vários blogueiros, inclusive eu) o artigo que fala sobre a verdadeira história de Linda Lovelace foi um divisor de águas na minha visão de mundo sobre vários assuntos relacionados à mulher e a ser mulher diante do olhar alheio.

Mas até que ponto esses olhares são permitidos e até estimulados por nós mesmas?
 


Eu não quero acreditar.

Janeiro 16, 2007

Post apagado.


Completando o anterior…

Janeiro 12, 2007

peanuts knows